Você: o Profissional
07.12.09
Richele Cabral - Gerente de Planejamento da Fetranspor
Nome completo: Richele Cabral Gonçalves
Idade: 31 anos
Cargo: Gerente de planejamento
Empresa: Fetranspor
Tempo de trabalho na empresa: 6 anos e meio
1. Qual a sua visão sobre a sua atividade de trabalho? Como você se vê como profissional?
Ser engenheira pra mim é motivo de muito orgulho. É uma profissão muito bonita. A arte de planejar, calcular e construir é realmente uma missão interessante e da qual gosto muito.
Projetar e gerenciar sistemas de transportes é uma responsabilidade maior ainda. O transporte não é um fim em si mesmo, mas o meio das pessoas alcançarem seus objetivos. E essa é a nossa vida, como engenheiros de transportes, gostaríamos de, cada vez mais, oferecer aos nossos clientes um melhor transporte, no menor tempo e com a maior segurança possível.
Desde o inicio da profissão, já assumi muita responsabilidade. Aos 23 anos, mudei para o interior de Minas Gerais e, através de uma empresa de consultoria, participei da organização do transito e do transporte desta cidade, com 100.000 habitantes. Foi um desafio e tanto, profissional e pessoal. Logo depois, vim para o Rio de Janeiro, fazer mestrado de Engenharia de Transportes na Coppe/UFRJ e, antes mesmo do término da dissertação, fui convidada para assumir o Departamento Técnico da Fetranspor. Jornada dupla... Tinha que trabalhar o dia inteiro e também finalizar o mestrado. Quatro meses e 22 dias depois, consegui finalizar mais este desafio.
A partir daí, outros foram surgindo, dia a dia, à frente deste Departamento, hoje Gerência de Planejamento. E acredito que nossa vida profissional tem que ser assim, repleta de estímulos, para que possamos estar sempre tentando superar novos obstáculos. Só assim seremos capazes de crescer e nos aprimorarmos, como pessoas e como profissionais.
2. Existe alguma pessoa que lhe influenciou em sua carreira?
Meu pai é engenheiro e me influenciou muito. Quando pequena, não entendia muito o que ele fazia, mas já tinha uma idéia de que era muito interessante. Então, cresci pensando que queria trabalhar com o que ele trabalhava.
Até completar 20 anos, nossa família já tinha se mudado seis vezes de cidade e de estado. Algumas dessas mudanças eram radicais, por diferenças culturais e de clima, como quando mudamos de Cuiabá, no Mato Grosso, para Petrópolis, aqui no Estado do Rio. Tudo porque meu pai era o responsável por alguma obra (abastecimento de água, saneamento, construção de estradas...). Tão logo terminava, era hora de ir para outro local, começar tudo de novo.
Esse processo de chegar em algum lugar, e, do zero, iniciar algo e dois, três anos depois, inaugurar uma “obra de arte”, me encantava. Na hora de fazer o vestibular, não tive dúvidas quanto ao que queria fazer: engenharia civil. Queria poder construir alguma coisa.
Quando iniciava o terceiro ano da faculdade, conheci a Engenharia de Transportes. Vim fazer estágio de férias no Rio de Janeiro. Morava em Belo Horizonte e estudava na UFMG. Na verdade, o estágio era o de menos, queria mesmo era passar as férias no Rio. A desculpa era o estágio. Fui recebida de braços abertos pelo engenheiro Willian Aquino e sua equipe. Depois deste ano, toda oportunidade que eu tinha, vinha passar uma temporada no escritório. Me apaixonei por esta profissão.
3. Deixe uma mensagem para as pessoas e seus colegas que trabalham no segmento.
O que posso dizer é que todo esforço é sempre válido na nossa vida. E que temos que fazer e trabalhar com aquilo que gostamos. Acho que a vida é muito curta para vivermos insatisfeitos. Temos sempre que buscar nossos sonhos e procurar ser sempre os melhores naquilo que nos propusemos a fazer. Essa é a minha meta. Não quero ser a melhor do mundo na minha profissão, mas quero tentar dar um mundo melhor para as pessoas através dela.