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06.05.11

DESIGN THINKING - SAIBA MAIS


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Design Thinking - Uma ferramenta poderosa para os negócios

No atual modelo econômico, o método que aprendemos, reaprendemos e reinvetamos não é mais suficiente para o nível de competitividade global que estamos inseridos.

Vivemos em um mundo no qual temos que pensar localmente e atuar globalmente, mas ao mesmo tempo temos que massificar a produção para reduzir custo, se diferenciar dos demais e ainda customizar quando necessário.

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Nunca sabemos o que o cliente quer. Entregamos produtos e serviços novos hoje que amanhã já estarão desatualizados. Podemos comparar a competição entre as empresas a uma guerra sangrenta sem fim para o mundo, onde uns ganham e outros perdem. Muitas vezes criamos produtos para preencher uma necessidade de um nicho de clientes e mal pensamos no impacto que teremos em termos sociais, ambientais e futuros para a própria companhia. Simplesmente o entregamos!

Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma das milhares de lojas de varejo nos Estados Unidos, me deparei com a seção de eletrônicos, mais especificamente televisores de LCD, plasma e LED.

Fiquei perturbado e preocupado quando vi todas as marcas possíveis (Pioneer, LG, Samsung, Phillips, Insignia, Panasonic e por ai vai) todas com as mesmas características, preços e talvez no quesito qualidade se diferenciem muito pouco, mas aos olhos da maioria das pessoas é imperceptível. Minha preocupação está relacionada com a quantidade de conhecimento e complexidade dos dias atuais que precisamos reter para solucionar os problemas das empresas.

Sabemos que modelos e métodos que temos atualmente já não são mais relevantes para a solução de problemas e que nossa abordagem estão gerando montanhas de lixos ao redor de nosso planeta. Nesse caminho, segui por um tempo acreditando que poderia existir uma nova abordagem que realmente contribuísse para uma massiva mudança na forma como pessoas e empresas pensam para solucionar os problemas.

Há algum tempo tenho buscado aprender de fontes e lugares diferentes, ganhar inspiração e novas perspectivas. Me deparei com o DESIGN a uns cinco anos atrás e iniciei uma jornada nesse novo mundo, mesmo sabendo que teria dificuldades de entender uma perspectiva diferente do mundo dos negócios, onde me formei e trabalhei por tantos anos. Ainda, admito, tenho muitas dificuldades mas a vida se tornou mais interessante com essa nova perspectiva.

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Após um certo período de estudos e vivência entre os Designers, começo a compreender uma nova possibilidade ainda inexplorada pelo mundo corporativo. Quando me refiro a Design não estou falando de beleza (sim, ela pode estar incluída), o senso comum no Brasil se refere a Design como um adjetivo relacionado a beleza, mas Design na verdade é um VERBO, relacionado a ação e a planejar soluções, processo. Processo pelo qual participamos desde o entendimento do problema, da concepção a solução do projeto. O Design como processo tem um significado ainda maior que apenas a beleza. Embora é claro, podemos sim ter algo bonito e belo no processo.

O Designer se diferencia em diversos quesitos se comparados aos profissionais das empresas. Segundo Hebert Simon, vencedor do Prêmio Nobel de economia em 1978, escreve: “todo aquele que se lança ao Design, está transformando situações existentes em situações preferidas”. Simon acredita que o Design é uma poderosa ferramenta para a mudança e mudança está relacionada diretamente a pessoas. Qualquer tipo de mudança que planejamos realizar, lidamos com pessoas em todas as etapas.

Mesmo que adaptemos nosso modo de pensar para o Design, certas pessoas segundo o autor Marty Neuemeier tem um talento mais específico para essa atividade. Essas pessoas tendem a ser mais empáticas, intuitivas, imaginativas e idealistas. Em uma empresa, pessoas que pensam assim são percebidas como emotivas, ílogicas, desatentas e obstinadas.

No contexto atual que empresas estão inseridas e com acirrada competição, pessoas criativas são necessárias para construir uma nova perspectiva estratégica. É nesse momento que  os Designers começam a ocupar cargos da diretoria e conselhos administrativos. Surge então um novo profissional, chamado CDO (Chef Design Officer).

Uma nova abordagem para esse novo campo de atuação é chamado Design Thinking. Mesmo que seja mais um “buzz word”, se compreendida da forma correta as empresas poderiam usufruir de uma poderosa ferramenta.

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O pensamento voltado para o Design (Design Thinking), é uma nova abordagem onde se aplica a forma como os Designers pensam, criam e diferenciam em determinado processo para adicionar valor e uma nova perspectiva ao processo. Seja ele um produto, serviço ou experiência do consumidor.

Normalmente Designers partem do caos até a concepção de algo novo ou alguma mundança, mas não necessariamente  é uma regra. O processo passa por 6 fases essências, não necessariamente precisamos usar todas as fases, tudo dependerá do projeto e dos objetivos a serem alcançados.

Tais fases são compreendidas por: o real entendimento do problema, observação de campo (Pesquisa Centrada no Ser Humano), definições de possíveis caminhos a serem seguidos, seções de Co-Criação, Prototipagem e  Teste. Não menos importante a Execução.

Ricardo Ruffo - é especialista em Empreendedorismo e Inovação, com extensões em diversas Universidades americanas tais como Berkeley, MIT, Columbia, Babson e SVA. Formado em Administração de Empresas pela FAAP. Uma pessoa com extrema visão para novos negócios e oportunidades, busca constantemente novos caminhos e soluções.  http://twitter.com/ricardo_ruffo

* Fonte: http://designechos.com